ROCK LETRAS 

Um novo olhar sobre o que se lê e o que se escreve

     Introdução
  Dia 23 de abril é comemorado o Dia Internacional do Livro, 29 de outubro é comemorado o Dia Nacional do Livro e dia 18 de abril é comemorado o dia Nacional do Livro Infantil (aniversário de Monteiro Lobato). As datas, infelizmente, não costumam ser lembradas pela grande maioria dos brasileiros, provavelmente pelo fato de não significar feriado prolongado ou dia de descanso no trabalho. Esquecer a importância da leitura para a construção da cidadania e de uma sociedade mais justa e democrática, porém, é um mal que pode levar gerações para ser reparado.
  O incentivo à leitura é matéria essencial quando se fala em desenvolvimento sociocultural.
  Formação humana é um dos temas do momento. Governos e a sociedade organizada estão tomando conhecimento de um novo olhar sobre as crianças, jovens e adultos do nosso país e do papel que elas devem desempenhar nesta sociedade que está desabrochando. Neste sentido, é de fundamental importância que novas formas de comunicação estejam convergindo para um primeiro denominador comum: “transformar o Brasil em um país de leitores”.
  Surge, então, o projeto Rock Letras. Que prevê uma integração entre a música, a escrita e a leitura. Uma ação de incentivo que, em conjunto com outras ações governamentais ou não, pode, finalmente, colocar os brasileiros na rota da leitura.
  A Câmara Brasileira do Livro acredita que, mesmo o Brasil tendo quase o mesmo número de livrarias do que Paris, a capital da França, e tendo mais de 60 vezes o número de pessoas, nosso país tem potencial para, pelo menos, dobrar a sua atual produção de livros. Esta esperança baseia-se no fato de que 60% dos adultos alfabetizados brasileiros têm pouco ou nenhum contato com livros. Destes que não lêem, 70% são de baixo poder aquisitivo.
“O brasileiro lê pouco porque o livro é caro ou o livro é caro porque o brasileiro lê pouco?”.
Sonia Racy (colunista de O Estado de São Paulo e da Rádio El Dourado)


     Justificativa
  Num país que tem milhões de analfabetos entre 7 e 14 anos, como podemos ter um público leitor? É por isso que esta questão passa pela educação, de uma forma geral. A leitura é a verticalização, a formação crítica do conhecimento.
  Segundo dados do IBGE, das 2,43 milhões de pessoas de 7 a 14 anos que não sabem ler e escrever, a grande maioria (87,2%) está matriculada em alguma turma de ensino fundamental ou médio.
  Ainda que, com um Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB) de 4,5 para as séries iniciais e de 4,3 para as séries finais, a cidade do Rio de Janeiro fique à frente do resto do país, a realidade que os irmãos Menezes da Silva vivenciam nas escolas onde trabalham, e trabalharam, aponta para o uso criativo da arte no incentivo à educação.
  Sabe-se que o desenvolvimento econômico e social só é possível quando a população consegue educação de qualidade. Que pressupõe ressaltar a leitura e raciocínio lógico matemático para concatenarem suas idéias.
  Atualmente há a comprovação, através de dados estatísticos, que a criança que está continuamente exposta à violência, principalmente pelo narcotráfico, tem certamente mais problemas de aprendizagem do que outras fora de áreas de risco social. Pois, além da falta de professores para atuar nas áreas de risco há os problemas psicológicos e sociais. Contudo, é preciso ter criatividade: Rock Letras.
  Tanto a leitura quanto uma interpretação crítica dos textos lidos levam o leitor a conhecer os direitos humanos e, de uma maneira geral, seus direitos e deveres perante a sociedade.
  Se você não lê, dificilmente consegue ter o diálogo entre o leitor e o autor, intermediado pelo texto. A leitura é um ato isolado, único, e a cidadania começa aí.   Quando você tem o pleno conhecimento e domínio de si próprio, das suas limitações, suas possibilidades. Quando tem um mínimo domínio da alma humana e do entendimento do que pode ser o outro, tanto na compreensão da cidadania quanto na compreensão dos direitos e deveres, do ponto de vista do simbólico, da compreensão da alma humana. Por isso, a literatura oferece um conjunto de atributos para a formação de um cidadão completo.
  O Rock Letras promove uma corrida atrás do tempo e das letras perdidas.
  “É triste ter meninos sem escola, mas, mais triste é vê-los enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação humana”.
  Carlos Drumonnd de Andrade
Objetivos
  “Rock Letras” é destinado a levar ao público de todas as idades “um novo olhar sobre o que lê e o que se escreve”.
  Este movimento visa despertar o interesse pela escrita, composição e a leitura, veiculando o acesso através da música e diversão. Ou seja, despertar no indivíduo a consciência da leitura como mais uma forma de entretenimento.
  O homem é determinado fisiológica e socialmente, sujeito às disposições internas e às situações exteriores. Este projeto pretende elevar o nível cultural de nossa sociedade. Valorizando a música como instrumento de desenvolvimento humano e transformando pessoas comuns em escritores e leitores, não apenas de livros, mas, do mundo que as cercam.
   “É a falta de cultura que não percebe a importância da cultura no desenvolvimento de um país. A educação ensina a ler, mas só a cultura ensina a enxergar”.
  Fernando Portela (Presidente do Instituto Cultural Cidade Viva)
  Banda MS4
  A música é a vocação da família Menezes da Silva. Há dez anos, depois de começarem a se envolver com o universo musical ainda na adolescência e seguirem caminhos separados, os irmãos Alexandre, Fábio, Mazzo e Rafael resolveram juntar forças e formaram a Banda MS4. O nome, uma abreviatura do sobrenome dos quatro, reforça ainda mais a união dos rapazes que, desde então, têm levado o som da banda para casas de shows, escolas da cidade do Rio de Janeiro e de outras cidades.
  Outra vocação dos Menezes da Silva é a educação. Três dos irmãos (Fábio, Mazzo e Rafael) são professores no Rio de Janeiro. E a realidade que vivem em sua profissão tem influência direta em suas músicas, cujas letras sempre contam a história de vida deles e das que ouvem e dividem com seus alunos.
  A convivência com jovens na sala de aula levou a banda a investir na educação também no palco. A banda MS4 lança a campanha de incentivo à leitura: Rock Letras.
  A Banda de pop rock MS4, formado por uma família de professores da Rede Publica Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, leva para o palco a preocupação com a educação, à memória cultural e promove campanha de incentivo à leitura.
  A idéia é exatamente juntar dois recursos que reúnem prazer e informação (a música e a leitura) na formação de seus espectadores. Além de resgatar a memória cultural do carioca e do brasileiro em geral.
  O projeto foi idealizado por Fabio MS, que ensina Matemática, mas que encontrou na música a equação ideal para passar sua mensagem ao público.
  Metodologia
  Teremos um evento mensal em um local fixo e eventos itinerantes em livrarias, escolas, Lonas Culturais, bibliotecas e outros estabelecimentos que incentivem a leitura e a música de algum modo. Os eventos itinerantes previstos serão de pelo menos 1 (uma) vez por semana, podendo ser ampliado conforme a demanda e a evolução do projeto.
  Nesse evento serão promovidos workshops, entrevistas, debates e discussões que giram em torno da música, leitura e escrita, sempre com um convidado ilustre do meio artístico e/ou literário.
  Durante os debates, workshops, discussões e sugestões pedagógicas (Poupança Literária – em anexo) será realizado um show da Banda MS4 para entretenimento como forma de unir prazer e informação em um mesmo lugar.
  Em cada apresentação será promovido o sorteio de um kit contendo o CD da Banda MS4, uma camisa do projeto e um livro da literatura brasileira ou internacional.
  O evento itinerante será realizado nos horários de aula (recreio), no caso de escolas, ou no horário de funcionamento dos estabelecimentos que incentivem a leitura. Será no mesmo formato do evento fixo, salvo exceções previstas e acertadas previamente. Teremos também uma rádio de renome e condizente com o público-alvo como parceiro para divulgação e associação ao projeto, elevando ainda mais as perspectivas de integração do movimento e atingindo o maior número de participantes.
  Os eventos também receberão material escrito pelos alunos (no caso de escolas) e convidados a fim de incentivar a composição de obras e textos para que sejam transformados em música pela Banda MS4 ou entrarão numa coletânea para posterior edição do livro Rock Letras – Um novo olhar sobre o que se lê e o que se escreve, após aprovação da editora.
  A idéia é formar um público leitor unindo música, literatura e escrita de forma descontraída, mas sempre mostrando a importância da formação dos formadores de opinião.
  “Uma boa educação se faz com música, poesia e bons costumes”.
   Confúcio

  Sugestão Pedagógica

  Poupança Literária:
  O que é poupança? Por que Literária? E como?
  A poupança é um produto financeiro em que o investidor deposita o dinheiro no banco, que repassa para tomadores de empréstimo como, por exemplo, produtores da área rural que necessitam de empréstimo para custeio de sua produção, ou empresários da construção civil que precisam de empréstimos para iniciar obra. Os recursos oriundos da poupança são muito importantes para o crescimento do país, quanto maior o nível da poupança maior a facilidade de um país financiar o seu crescimento.
  Ler, acreditam todos os profissionais de educação, é o principal instrumento para a construção de cidadania e aprendizado.
  Transferindo esse pensamento para a Educação, estariam investindo em cultura e aumentando a facilidade da escola em financiar o crescimento do aluno cidadão.
  “Nos livros aprendi a fugir do mal sem experimentá-lo.”
  (Rui Barbosa)


  Como proceder é fácil. Mas, há que se ter um mínimo de profissionais envolvidos e comprometidos. Observe:
  - O aluno pega um livro na biblioteca da escola ou na sala de leitura, anota-se em um livro-controle (pode ser informatizada).
  - Ao retornar com o livro o aluno entrega uma resenha, escrita a mão, do mesmo.
  - Esta resenha, depois de lida e confirmada como original, fica “depositada” numa pasta como a de matrícula do aluno (pode ser por turma).
  - Cada livro lido e com a resenha feita e revisada por um professor (pode ser qualquer professor, mas, preferencialmente, de Língua Portuguesa) – a correção monetária se transforma em correção ortográfica e gramatical - representa um ponto “poupado”.
  - Este ponto pode ser “aplicado”, se houver necessidade, em qualquer matéria. Imaginem a situação: “O aluno, por algum motivo, não atingiu a média ou quer aumentá-la em alguma disciplina. Ele recorre à poupança literária e verifica-se que há pontos guardados. Ele então pede uma “Ordem de Pagamento” ao operador da poupança e o aplica na matéria desejada. O ponto utilizado deixa de existir na poupança.”
  - Os pontos não utilizados continuam guardados para os próximos anos de escolaridade, se o mesmo aluno continuar na unidade escolar.
  - Ao final de cada semestre sugere-se à escola que se faça um passeio cultural, para o(s) discente(s) e sua(s) família(s), a título de bônus, destinado àquele(s) que tiver(em) a(s) maior(es) poupança(s).
  - Se houver transferência do aluno para escola da mesma rede ou não, recomenda-se o resgate e utilização antes da confecção do documento de transferência. Se o projeto “Poupança Literária” tiver sido adotado nesta outra unidade escolar, junto com o documento de transferência será emitido um comprovante de “depósito literário”.
   Aprende-se o sentido de poupar (e até mesmo preservar), incentiva-se ao prazer da leitura e, lendo, estariam se ajudando e ajudando à escola a construírem cidadania.

Contatos:                                                                            www.ms4.com.br
ALEXANDRE CARVALHO  
PRODUÇÃO E ASSESSORIA DE IMPRENSA 
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